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"Por favor, leia devagar." (Ferreira Gullar)

05 novembro, 2005

Sobre democracia

Aproveitando o final de semana nublado, quando podemos ter um pouco mais de tempo para dedicar a leitura e reflexão, sugiro a leitura de Vladimir Ilich Ulianov, o Lênin, particularmente o seu texto “O Estado e a Revolução”, do qual ora transcrevo alguns parágrafos de seu pensamento, mostrando algumas de suas considerações sobre a democracia.
Acredito oportuna a leitura sugerida, vez que não raro o discurso confuso e travestido que não deixa claro algumas questões, ou seja, que são incomunicáveis os pensamentos e são inconciliáveis as práticas liberais e socialistas.
Não se trata de patrulha ou apologia, mas de simples constatação.

Aspas:

A substituição do Estado burguês pelo Estado proletário não é possível sem revolução violenta. A abolição do Estado proletário, isto é, a abolição de todo e qualquer Estado, só é possível pelo "definhamento".

Mas, a passagem dessa democracia capitalista, inevitavelmente mesquinha, que exclui sorrateiramente os pobres e, por conseqüência, é hipócrita e mentirosa, "para uma democracia cada vez mais perfeita", não se opera tão simples nem tão comodamente como o imaginam os professores liberais e os oportunistas pequeno-burgueses. Não; o progresso, isto é, a evolução para o comunismo, se opera através da ditadura do proletariado, e não pode ser de outro modo, pois não há outro meio que a ditadura, outro agente que o proletariado para quebrar a resistência dos capitalistas exploradores.

Mas a ditadura do proletariado, isto é, a organização de vanguarda dos oprimidos em classe dominante para o esmagamento dos opressores, não pode limitar-se, pura e simplesmente, a um alargamento da democracia. Ao mesmo tempo que produz uma considerável ampliação da democracia, que se torna pela primeira vez a democracia dos pobres, a do povo e não mais apenas a da gente rica, a ditadura do proletariado traz uma série de restrições à liberdade dos opressores, dos exploradores, dos capitalistas. Devemos reprimir-lhes a atividade para libertar a humanidade da escravidão assalariada, devemos quebrar a sua resistência pela força; ora, é claro que onde há esmagamento, onde há violência, não há liberdade, não há democracia.

A democracia para a imensa maioria do povo e a repressão pela força da atividade dos exploradores, dos opressores do povo, por outras palavras, a sua exclusão da democracia - eis a transformação que sofre a democracia no período de transição do capitalismo ao comunismo.

Fecha aspas.

3 comentários:

Marcos disse...

Caro Ozeas,

Tudo o que ele disse é substituido pelo que disse João na Biblia: "Vós conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", além da verdade espiritual acho que João também estava se referindo a perda da ignorência e o conhecimento cada vez maior das coisas para não ser enganado, poderia apontar setecentos e dois erros e enganos graves no que foi escrito e dito por Lênin, mas prefiro a frase curta do envangelho para dirimir qualquer de nossas dúvidas.

Abçs

Alice disse...

1º vou entender , ler e ler .
Bjins

Vera disse...

Ozeas, eu acredito que esses moldes políticos foram distorcidos e/ou estão ultrapassados. O Brasil precisa encontrar um "molde novo" para se encaixar, politicamente correto e de fácil entendimento, limpo, claro e transparente. Bjs