Minhas opiniões e publicações, expostas neste espaço, são reflexões acadêmicas de um cidadão-eleitor, publicadas ao abrigo do direito constitucional da liberdade de expressão

"Por favor, leia devagar." (Ferreira Gullar)

01 novembro, 2005

Os meios justificam os fins?

O PSDB e o PFL fecharam um acordo, não vão pedir agora o impeachment do operário-meu-patrão, vão aguardar maiores esclarecimentos dos fatos apontados na reportagem da revista “Veja”, que da conta da remessa de dólares cubanos, via caixas de rum e wisque ao partido da situação, para depois agirem de maneira mais incisiva.

Na verdade a decisão dos partidos de oposição não tem nada de reverencial à direitos fundamentais, como respeito ao contraditório, a ampla defesa, ao status de inocência que goza todo acusado et coetera. Na verdade não passa de uma estratégia eleitoral(reira?), visando só apresentar qualquer pedido de afastamento a partir do ano que vem.

Explico, como um processo desgastante de afastamento presidencial pode levar de oito a dez meses, raciocinam as raposas parlamentares que o momento mais propício para o “cheque-mate”, se dará no início de 2006. Como o recesso parlamentar termina em 15 de fevereiro, provavelmente, “a mãe de todas as batalhas” deve ter início formal após o carnaval, ou seja, a partir de março.

Iniciado em março o processo de cassação presidencial, somado ao prazo médio de conclusão, qualquer resultado só ocorreria após o pleito eleitoral de outubro, ou seja, durante toda a campanha presidencial o operário-meu-patrão estaria envolvido com justificativas, acusações e traumas de toda espécie, que desviaria seu foco para permanente defesa, além de representar um desgaste do próprio partido, que teria sua bancada diminuída, bem como a de seus aliados.

È clara a estratégia oposicionista, muito bem pensada por sinal, só carece de legitimidade, não representa os verdadeiros anseios da nação. Estaria a oposição acreditando na loteria eleitoral ao custo da apuração dos crimes eleitorais? Justificam-se os meios, para a derrocada de um partido e seu maior representante? Estaria o povo interessado na verdade apurada ou numa nova mentira, desta feita patrocinada por seus representantes?

Não sei não, para mim é desonesto e ilegítimo, criam-se oportunidades de sobrevida e fôlego desnecessários, a quem não merece ter. Para mim mais parece um tiro no pé.

5 comentários:

Elaine disse...

Também acho que é um tiro no pé. E quem vai pagar caro será o povo brasileiro que vai ficar mais perdido que cego em tiroteio. Se quando o Lula foi eleito os candidatos já eram ruim em 2006 então vai ser pior ainda.
Sds...Elaine Paiva

Jacaré Doido disse...

Concordo Ozéas. Esses caras são espertos e não estão nem aí para "os verdadeiros anseios da nação" só olham para o próprio umbigo.

Alice disse...

Concordo com a Elaine e o jacaré ,´só olham o próprio umbigo .

Marcelo Orlando disse...

estou decepcionado com quase tudo na política... principalmente essa estratégia de "quanto pior, melhor"... pois no final das contas quem toma no c. somos nós... Um bando de políticos degladiadores que acabam espetando todos os brasileiros... e o engraçado é que eles pouco ferem seus adversários... abços...

Anônimo disse...

Keep up the good work
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