Minhas opiniões e publicações, expostas neste espaço, são reflexões acadêmicas de um cidadão-eleitor, publicadas ao abrigo do direito constitucional da liberdade de expressão

"Por favor, leia devagar." (Ferreira Gullar)

21 setembro, 2005

Sem quibe e sem tabule

O Superior Tribunal de Justiça – STJ através do Ministro Gilson Dipp, da 5ª Turma negou liminar no pedido de habeas corpus a Paulo e Flávio Maluf, mantendo o entendimento que enquanto estiver pendente de decisão de mérito nas instâncias inferiores o remédio heróico não deva ser concedido.
Para quem não acreditava em milagres, o que parecia impossível, está sendo consumado. Paulo Maluf e seu fiel escudeiro, seu filho Flávio devem ficar bem guardados nas dependências da Polícia Federal em São Paulo, pelo menos até o julgamento final de seu processo. Os únicos cuidados é para que eles não sejam arrebatados e seqüestrados de dentro da carceragem, afinal tudo é possível depois do sumiço dos R$2 milhões desaparecidos na PF no Rio de Janeiro.
Segundo entendimento jurisprudencial o processo deve ser terminado em 81 dias, prazo regular para cumprimento de todas as suas fases, o que não impede a prorrogação da prisão preventiva por mais tempo, mas para isso deverá haver justificativa plausível, caso contrário, não sendo decidido o mérito através de sentença, deve o juiz colocar os Malufs novamente em liberdade, sem prejuízo da continuidade do processo até sua sentença final.
Há quem não acredite que o prazo de 81 dias seja suficiente para o julgamento da ação, mas nada impede que pelas mesmas razões do decreto prisional, ou seja, “conveniência da instrução criminal”, a custódia seja mantida.
De tudo o que mais me chama a atenção não é o fato dos Malufs estarem custodiados preventivamente, até porque particularmente pelo que vi e ouvi na televisão, desde as gravações telefônicas ao encontro do Flávio com o doleiro, acho mais que conveniente a manutenção das prisões. Soltos sem dúvida de tudo fariam para prejudicar qualquer forma de obtenção de provas, isso para não se especular da própria possibilidade de fuga de um ou mesmo dos dois, evitando assim a “aplicação da lei penal”. Mas como disse, o que mais me espantou foi saber do resultado de uma dessas “pesquisas” realizadas na cidade de São Paulo, onde foi consignado o índice de que mais de 60% dos entrevistados paulistas seriam favoráveis a soltura de Paulo e Flávio Maluf.
A frase é antiga e, como bem lembrou um amigo-mestre, já vem desde o governador paulista Ademar de Barros, já faria parte da própria cultura política de um povo: “ROUBA MAS FAZ”.

É disso que o povo gosta?!?!?!?

3 comentários:

Marcelo Orlando disse...

Que fique preso por toda uma eternidade... É duro admitir mas aqui em sampa têm muito malufista ainda... é o típico eleitor rondando o fim dos 40 anos, com pouca instrução e geralmente vindo do nordeste... e esse "roba mais fais", por incrível que pareça, é a justificativa do "amor" pelo Maluf...

Elaine disse...

E é isso que me envergonha em parte do povo brasileiro. Ainda não acredito que eles ficarão presos até o final. E não preciso nem dizer que se forem soltos, Adeus Brasil!

Alice disse...

Ele tá odiando " a sala vip" ,ainda os serviços de quarto , hum .