Minhas opiniões e publicações, expostas neste espaço, são reflexões acadêmicas de um cidadão-eleitor, publicadas ao abrigo do direito constitucional da liberdade de expressão

"Por favor, leia devagar." (Ferreira Gullar)

04 janeiro, 2006

Advogados X “Adevogados”

Popularizado o ensino superior através das instituições particulares, fenômeno iniciado ainda no governo FHC, sob a coordenação de seu ministro da pasta educacional Paulo Renato, os cursos de Direito são os mais procurados por aqueles que almejam a formação de 3º grau, existindo hoje em funcionamento no país algo em torno de 900 cursos, segundo cadastro do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP, órgão do Ministério da Educação.

Como qualquer atividade que se populariza, e não seria diferente na massificação do ensino jurídico, dois segmentos surgem decorrentes dessa questão quantitativa, um positivo, com o brotar de novos profissionais mais habilitados a operarem em suas áreas, visto que em um universo maior de pessoas exercendo determinada atividade, certamente maior o é percentual daqueles com melhor qualificação. Por outro lado a massificação trás consigo também, um grande e significativo número de pessoas que desmerecem o grau imposto por ocasião de sua formatura.

Usando de imagem comparativa, somos os melhores no futebol mundial, tal como os americanos no basquete, porque temos respectivamente, campos e quadras em cada esquina. Criamos verdadeiro “celeiro de craques”, mas também formamos uma multidão de “pernas-de-pau”.

Portanto, a massificação do ensino jurídico tem seu preço e as repercussões positivas e negativas são proporcionais ao seu tamanho. Respeitando todas as profissões, mas o exemplo já se tornou clássico, quem não conhece “aquele” motorista de táxis que ostenta seu diploma de Bacharel em Direito ao lado de sua habilitação? Por outro lado também, quem não conhece “aquele” jovem advogado de sucesso, faturando horrores no mercado e com uma cultura jurídica invejável?

No último dia vinte e oito em entrevista bastante dura, mas não de toda mentirosa, o Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Busato, acusou, infelizmente de maneira um tanto leviana, vez que falou em “maioria” quando referiu-se às Faculdades de Direito, que estas estariam formando “analfabetos jurídicos”. É uma curta mas interessante matéria que disponibilizo aos amigos do Blog.
Leia a Matéria Aqui

10 comentários:

Vera disse...

Ozéas:
O filminho eu arrumei no IG...rsrs. Bjs 1000!

Santa disse...

Ozéas querido! Que saudades!! Ainda bem que vc apareceu lá no Blog da Santa.rsss
Como estava viajando meu tempo mal dava para postar, o tempo não permitia visitar minha quilométrica lista de links amigos.Estive em Lisboa, o frio estava demais e aproveitava o tempo no hotel para ir ao blog.Bem, cheguei e na segunda quinzena de janeiro vou para o RS, visitar parentes e tentar desligar um pouco. Até, virei mais vezes por aqui.

Entendo sua indignação quanto as declarações na matéria. Sobretudo porque aqueles que trabalham seriamente,independente se a universidade é pública ou privada, nas críticas acabam , acabam sendo jogados no mesmo saco de gatos.

Bjs

Marcos disse...

Caro Ozeas:

Só uma pergunta: mas ele também não está lá para de certa forma evitar que a generalização seja negativa, para eveitar que o nome dos "bons" profissionais caiam na vala comum, juro que não entendi qual é a dele....

Abçs

Marcos
www.vinhoto.blig.ig.com.br

Saramar disse...

Ozéas, boa tarde.
Creio que as palavras do jurista, presidente da OAB podem ser aplicadas à muitas universidades. Há um empobrecimento geral do nível de conhecimento dos universitários. Falo com conhecimento de causa, uma vez que faço revisão de textos de universitários e, meu Deus, é de chorar.
É óbvio que não é apenas a correçaõ gramatical ou estilística que mede o conhecimento. Mas, eu pergunto: alguém que não sabe ler ou escrever pode ser um om profisisonal?

Alice disse...

Com todo respeito que eu tenho a vc , a mamys,mano e tios e a todos advs que passam por aqui , mas infelizmente ,a coisa não é das melhores,é de sair correndo :(
Mas tbm vou lá nos conselhos da minha Nona , "quem faz a escola é o aluno" .
Bjins

Alice disse...

E quer saber mais ,não é só restrito ao curso de Direito.
Já estão querendo que a faculs de Medicina ,façam exame para receber o CRM ,assim como Direito tem que fazer para receber a carteirinha da OAB .
Sinal que quem devia fiscalizar ,não está fiscalizando o nível das Universidades e faculs :(
Bjins

Vera disse...

Caro Ozéas: excelente matéria, eu postei o link para o seu blog. Beijos!

Serjão disse...

Não é exclusivo do direito, mas no Direito é mais flagrante por que:
1) É ainda um profissão que tem status social.
2) Com um curso de direito o formado pode prestar qualquer concurso público pois o conteúdo programático destes concursos são todos pautados nas matárias abordadas no curso de advocacia
3)É fácil instalar um curso de Direito pois não há a necessidade de instalações laboratoriais ou de grandes equipamentos. (bastam professores, quadro negro e alunos)
É difícil bloquear na entrada. O negócio é depurar na saída com o exame da Ordem. Abs

Ricardo Rayol disse...

credo... mas tem muita facul de siri cozido por aih

Anônimo disse...

Best regards from NY!
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