Minhas opiniões e publicações, expostas neste espaço, são reflexões acadêmicas de um cidadão-eleitor, publicadas ao abrigo do direito constitucional da liberdade de expressão

"Por favor, leia devagar." (Ferreira Gullar)

18 setembro, 2009

Conforme a Constituição manda

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

Com indicação pelo operário-meu-patrão, para ocupar a vaga do falecido Ministro Carlos Alberto Direito, o advogado-geral da União o Dr. José Antonio Dias Toffoli, conforme o texto constitucional transcrito, deverá preencher basicamente três requisitos para sua aceitação pelo Senado Federal, a saber:

1 - Mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos
2 - Notável saber jurídico;
3 - Reputação ilibada.

Não duvido dos dois primeiros requisitos, mas fico reticente com o terceiro, afinal Dr. Toffoli já foi integrante do staff do Zé Dirceu, quando este era Chefe de Gabinete do apedeuta e sob a exata batuta do Zé, que se regia o mensalão.

Também, bastou ser candidato ao Supremo que começaram a surgir os esqueletos escondidos debaixo da cama. Agora Dr. Toffoli aparece como condenado em primeira instância pelo juiz da 2ª Vara Cível do Amapá a devolver R$ 420 mil aos cofres públicos do Estado, ainda recorrível a decisão, mas... (
leia aqui)

No dicionário do Aurélio, a definição da palavra “ilibada” quer dizer "não tocado, puro ou sem mancha". Parece que puro o candidato a Ministro pode até ser, mas não tocado, no mínimo seria muita ingenuidade sua aprovação.


2 comentários:

Magui disse...

Vamos ver se o Senado aprova o nome dele.Os amigos do velhaco nem sempre são recomendáveis.Eu conheço meia dúzia que deviam estar trancafiados na masmorra mas participam do governo.Um deles, com certeza sem fazer nada.

Luma disse...

Sobre a sentença do juiz do Amapá, algo chamou minha atenção. Refiro-me ao fato dela ter sido proferida, segundo divulgado na imprensa, três dias antes da data marcada para uma audiência. Jamais ví isso acontecer.
Este fato, combinado com o momento atual, leva-me a suspeitar que a sentença tenha sido casuística, proferida neste momento com o objetivo de prejudicar Toffoli e, por via transversa, beneficiar o candidato apoiado por Sarney, Ministro Cesar Asfor Rocha.
Bom fim de semana! Beijus